Operação em Altamira descobre furtos de energia com ligações clandestinas no município

Ação da Polícia Civil, com apoio da Equatorial e da Polícia Científica, identificou desvios de energia em residências; uma pessoa foi presa em flagrante

Uma operação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (17), em Altamira, com o apoio de equipes técnicas da Equatorial e da Polícia Científica, com o objetivo de identificar possíveis furtos de energia no município.

Durante a ação, foram identificados quatro casos de desvio de energia elétrica em residências, e um homem foi preso em flagrante.

No bairro Colina, após análise da equipe técnica da concessionária e da perícia, foi constatada uma ligação direta na rede elétrica, mesmo com a unidade consumidora desligada. O proprietário do imóvel não foi localizado e será notificado a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo a polícia, esta é a segunda vez que o local apresenta irregularidades desse tipo.

No bairro Brasília, outro caso de furto de energia foi identificado. O morador, que é inquilino do imóvel, não foi localizado, mas, de acordo com a polícia, será incluído em inquérito e deverá comparecer à delegacia.

Já no loteamento conhecido como Bacana, a fiscalização identificou uma ligação direta do poste de energia para a residência, que não possuía medidor. No momento da vistoria, não havia ninguém no local. A polícia informou que a proprietária, já reincidente na prática, será notificada para prestar esclarecimentos.

Ainda durante a operação, o proprietário de uma residência localizada no bairro Independente I foi preso em flagrante após a constatação do furto de energia. Segundo a polícia, havia uma ligação direta monofásica entre a rede de baixa tensão da concessionária e o circuito interno da casa. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, prestou depoimento e, após pagamento de fiança, foi liberado.

O furto de energia, conhecido popularmente como “gato”, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A prática envolve o desvio de eletricidade por meio de ligações diretas ou fraudes no medidor, gerando riscos de acidentes, como choques elétricos e incêndios, além de sobrecarga no sistema, o que prejudica toda a coletividade. O crime é passível de multa e pena de reclusão, podendo também ser denunciado de forma anônima aos canais das distribuidoras de energia.

Somente em 2026, foram identificados 25 casos de irregularidades, com 10 pessoas presas em flagrante, na região do Xingu. A prática segue sendo alvo de fiscalização e repressão por parte das autoridades, por causar danos diretos ao sistema elétrico e aos consumidores regulares.

Além das medidas adotadas pela Polícia Civil, a distribuidora realizou a notificação das irregularidades e efetuou a interrupção das ligações clandestinas identificadas durante a operação.