Visita à Aldeia Sororó amplia articulação para os Jogos Indígenas do Xingu

Primeira-dama de Altamira, Paola Abucater, esteve com os Suruí Aikewara, para fortalecer parcerias e convidar para segunda edição do Festival de Cultura

Por Luana Carvalho


A primeira-dama de Altamira, Paola Abucater, visitou a Aldeia Sororó, localizada na Terra Indígena Sororó, no município de São João do Araguaia, no sudeste do Pará. A agenda teve como objetivo fortalecer o diálogo com o povo Suruí Aikewara e ampliar a participação de novas etnias na segunda edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu, prevista para os próximos dias 23 a 26 de julho.

Idealizadora do resgate dos Jogos Indígenas no município, Paola destacou a importância da troca de experiências e da valorização das culturas originárias.

"Saio com o coração realizado depois de tanto carinho e receptividade dos nossos irmãos. Momentos assim são inesquecíveis e reforçam ainda mais o compromisso de estar sempre presente", afirmou.

A visita faz parte da missão de aproximar diferentes povos indígenas do Pará e fortalecer um dos maiores eventos de valorização da cultura indígena da Amazônia.

Em 2025, Altamira realizou a primeira edição do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu, entre os dias 16 e 20 de julho. O evento reuniu mais de 900 indígenas de 14 etnias em uma grande celebração das tradições, dos saberes ancestrais e da prática esportiva, promovendo intercâmbio cultural e o fortalecimento da identidade dos povos originários.

Durante o festival, atletas indígenas disputaram modalidades tradicionais, como corrida de tora, arco e flecha, arremesso de lança, cabo de força, corrida de bastão, canoagem e natação, além de competições de futebol e corrida de 100 metros.

A programação também contou com apresentações de danças, cantos, rituais tradicionais e o desfile de Mister e Miss Indígena. As delegações representaram as etnias Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin, Kayapó, Parakanã, Araweté, Juruna, Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin e Kayapó Mebêngôkre, reafirmando a diversidade cultural da região do Xingu e de outras áreas do Pará.

A mascote oficial do festival, uma onça-pintada estilizada com cocar indígena e grafismos inspirados nas pinturas corporais dos povos do Médio Xingu, simboliza a força, a resistência e a conexão entre esporte, cultura e natureza.

Com a aproximação da segunda edição, prevista para  os dias 23 a 26 de julho de 2026, a expectativa é ampliar ainda mais a participação de povos indígenas de diferentes regiões, consolidando Altamira como referência na promoção da cultura, da inclusão e da valorização dos povos originários da Amazônia.