Grupo Equatorial realiza segunda Operação Equi-Cobre de 2026 em sete estados
Iniciativa reforça o combate ao furto, desvio e comércio ilegal de materiais da rede elétrica com apoio das forças de segurança e órgãos fiscalizadores

O Grupo Equatorial realizou, nesta quarta-feira (19), a segunda edição da Operação Equi-Cobre de 2026, ação integrada de combate ao furto, desvio e comercialização ilegal de materiais utilizados na rede elétrica. A operação foi realizada simultaneamente nos sete estados onde o Grupo atua na distribuição de energia: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.
A iniciativa contou com o apoio das Polícias Militar e Civil e de órgãos de fiscalização, com ações de inspeção em estabelecimentos que comercializam materiais metálicos, como sucatas, recicladoras, fundições e ferros-velhos. O objetivo é identificar materiais de possível origem ilícita e contribuir para a proteção da infraestrutura elétrica e para a continuidade do fornecimento de energia.
No Pará, a operação foi realizada simultaneamente nos municípios de Belém, Marabá, Parauapebas, Redenção e Castanhal, totalizando 18 alvos fiscalizados.
Em Redenção, foram recuperados mais de 200kg de cabos elétricos, avaliados em aproximadamente R$ 620. Em Castanhal, a fiscalização resultou na recuperação de um transformador de 25 kVA, estimado em cerca de R$ 10 mil. Diante dos indícios identificados durante a ação, o responsável pelo estabelecimento foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil (DEPOL) para os procedimentos cabíveis.
Em Marabá, foram localizados três transformadores, sendo identificado um equipamento pertencente à Equatorial, avaliado em mais de R$ 4 mil. O responsável pelo estabelecimento também foi conduzido à DEPOL para esclarecimentos. Durante a fiscalização, foi identificado ainda, um local utilizado para descarte de materiais elétricos, onde havia diversas carcaças de transformadores. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para apurar as circunstâncias, uma vez que o proprietário informou ter adquirido os materiais por meio de leilão.
A ação tem como objetivo combater o furto, o desvio e a comercialização ilegal de materiais pertencentes à rede elétrica, prática criminosa que gera prejuízos à sociedade e pode comprometer a qualidade e a segurança do serviço prestado. Ao todo, nos sete estados, foram 92 alvos fiscalizados com 1.760,38 kg de cabos e materiais de cobre e alumínio apreendidos, quatro transformadores e 14 pessoas presas.
Segundo Johnathan Costa, Gerente de segurança empresarial do Grupo Equatorial, o furto de cabos, transformadores e outros equipamentos afeta diretamente o fornecimento de energia, podendo provocar interrupções, danos à infraestrutura e riscos à segurança da população e pode impactar serviços essenciais.
“A Operação Equi-Cobre é uma importante ferramenta de prevenção e combate aos crimes contra a infraestrutura elétrica. A atuação integrada com as forças de segurança e órgãos fiscalizadores fortalece as ações de inteligência e fiscalização, contribuindo para coibir o mercado ilegal desses materiais e garantir mais segurança e confiabilidade ao sistema elétrico”, destaca Johnathan Costa.
Sobre a Operação Equi-Cobre
A Operação Equi-Cobre foi criada para proteger os ativos da concessionária, combater práticas ilícitas e reduzir os impactos dos crimes contra a infraestrutura elétrica, que afetam diretamente a população. O nome é a junção de “EQUI”, em referência aos equipamentos que compõem a rede elétrica, e “COBRE”, um dos principais materiais presentes nos cabos e componentes utilizados na distribuição de energia.
De acordo com a Lei nº 15.181, sancionada em 28 de julho de 2025, os crimes de furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados no fornecimento ou transmissão de energia elétrica agora têm punições mais severas.
A pena para furto qualificado de materiais usados em serviços essenciais foi elevada para 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. Em casos de roubo que comprometa serviços públicos essenciais, a pena passa a ser de 6 a 12 anos de reclusão e multa.
Para o crime de receptação simples, a pena pode chegar a 4 anos de reclusão e multa. No caso de receptação qualificada, a pena é de até 8 anos, mas pode ser dobrada se envolver bens ligados a serviços essenciais, podendo chegar a até 16 anos de reclusão e multa.
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