Logo Diário do Xingu

Jovens e eleitores do Norte definem rumos no primeiro turno

Levantamento BTG/Nexus mostra que 27% dos jovens admitem mudar de voto, cenário com forte apelo no Pará e em Altamira.

Na reta final para o primeiro turno das eleições, a margem de manobra para as campanhas eleitorais tornou-se extremamente estreita em todo o país. Segundo a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28), 87% dos eleitores brasileiros afirmam que sua escolha de voto “já está tomada e não vai mais mudar”. Outro 1% não soube ou não respondeu, deixando apenas 12% da média geral aberta a reavaliações.

No entanto, o cenário ganha contornos de maior indecisão quando observado o recorte demográfico e regional. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 27% admitem que ainda podem mudar de candidato até o dia da votação — um percentual que representa mais que o dobro da média nacional. O movimento oposto ocorre entre os idosos com mais de 60 anos, grupo em que a convicção atinge o auge: 91% declaram voto definitivo e apenas 8% cogitam alterações.

“Com quase 90% dos eleitores brasileiros certos do seu voto, a margem de manobra para as campanhas é estreita nesta reta final. O que ainda pode mudar nesse primeiro turno dependerá da capacidade de mobilização sobre um grupo limitado e jovem”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

O peso do eleitorado no Pará e em Altamira

Além da juventude, a pesquisa aponta que a região Norte/Centro-Oeste apresenta taxa de indecisão superior à média nacional, com 15% dos moradores ainda dispostos a trocar de opção. Esse dado ganha relevância direta no estado do Pará e em municípios estratégicos como Altamira, maior cidade em extensão territorial do país.

No Pará, o eleitorado jovem e as populações das áreas urbanas e periféricas despontam como alvos centrais na disputa pelos votos remanescentes. Em Altamira, onde as demandas locais por infraestrutura, desenvolvimento sustentável e serviços públicos influenciam diretamente o pleito, a capacidade dos candidatos de dialogar com os jovens de 16 a 24 anos e com as parcelas de menor renda (até 1 salário mínimo — 15% de indecisos) pode ser o fator decisivo para definir o resultado das urnas.

Outros recortes populacionais que registram flexibilidade de voto acima da média nacional incluem:

  • Desocupados: 17%
  • Eleitores sem religião: 17%
  • Moradores de Capitais: 16%
  • Evangélicos: 15%

A pesquisa Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados foi realizada por telefone com 2.000 eleitores em todo o Brasil entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.