Operação integrada combate furto de energia na região Transamazônica e Xingu

Fiscalizações realizadas em Altamira, Uruará e Medicilândia identificaram irregularidades em unidades residenciais e comerciais, energia desviada seria suficiente para manter cerca de 200 residências


Uma operação integrada de combate ao furto de energia elétrica foi realizada nos dias 18 e 19 de agosto, na região Transamazônica e Xingu, com ações nos municípios de Altamira, Uruará e Medicilândia. Coordenada pela Polícia Civil, a operação contou com o apoio da Polícia Científica e da Equatorial Pará, por meio das equipes técnicas e de segurança empresarial.

As fiscalizações tiveram como objetivo verificar suspeitas de irregularidades no sistema de medição e possíveis desvios de energia. Ao todo, foram identificados casos de fraude em medidores, substituição irregular de equipamentos e ligação clandestina diretamente na rede elétrica.

Em Uruará, uma irregularidade foi confirmada após a perícia constatar que o medidor instalado no imóvel era diferente daquele cadastrado pela Equatorial. As medições realizadas durante a ação comprovaram que o equipamento irregular estava sendo utilizado para o fornecimento de energia do imóvel. O responsável foi conduzido à Delegacia de Polícia, permanecendo preso à disposição da Justiça. O valor estimado do desvio é de mais de R$ 5 mil.

Em Altamira, duas ocorrências foram identificadas. Em um imóvel residencial, a perícia constatou indícios de intervenção indevida no medidor, incluindo alterações por meio de solda em componentes da placa eletrônica, comprometendo o registro correto do consumo. Já em um estabelecimento comercial, foi encontrada uma ligação clandestina, com um cabo conectado diretamente à rede elétrica da concessionária, sem passar pelo equipamento de medição.

Em Medicilândia, a perícia também identificou indícios de possível fraude em um ponto comercial. O medidor foi retirado e permanece sob custódia da Polícia Científica para análise laboratorial, que deverá confirmar ou descartar a ocorrência de fraude.

Durante as ações, as equipes da Equatorial realizaram as intervenções necessárias para remover as irregularidades e instalar novos equipamentos de medição, garantindo a normalização do fornecimento de energia nas unidades fiscalizadas.

Segundo Eldem Pereira, gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Pará, a atuação conjunta é fundamental para combater as irregularidades e garantir mais segurança para a população.

“O combate ao furto de energia é uma ação que vai muito além da recuperação de energia. As ligações clandestinas e as fraudes no sistema de medição podem provocar acidentes graves e comprometer a qualidade do fornecimento para toda a comunidade. A parceria com a Polícia Civil e a Polícia Científica fortalece esse trabalho e permite que as irregularidades sejam identificadas de forma técnica e segura”, destaca Eldem Pereira.

Para o delegado Ricardo Vieira, superintendente da Polícia Civil, a integração entre as instituições é importante para responsabilizar os envolvidos e coibir a prática criminosa.

“A Polícia Civil tem atuado de forma integrada com a Equatorial e a Polícia Científica para combater o furto de energia, uma prática que, além de causar prejuízos, pode colocar vidas em risco. A realização dessas operações permite reunir elementos técnicos e provas para subsidiar as investigações e responsabilizar aqueles que forem identificados como envolvidos nas irregularidades”, ressalta o delegado Ricardo Vieira.

Somadas, as irregularidades identificadas nos três municípios envolviam um volume de energia equivalente ao consumo de aproximadamente 200 residências, demonstrando o impacto que o desvio de energia pode causar no sistema elétrico e na qualidade do fornecimento para toda a população.

A Equatorial Pará reforça que o furto de energia, além de provocar prejuízos ao sistema elétrico, é crime previsto no Código Penal e pode representar riscos graves de acidentes, como choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios. Por isso, a empresa mantém atuação integrada com os órgãos de segurança pública para identificar e combater esse tipo de irregularidade.

As ocorrências seguem sob investigação da Polícia Civil, e os responsáveis pelas irregularidades serão chamados a prestar esclarecimentos conforme o andamento dos procedimentos instaurados.