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Serviço Florestal Brasileiro abre consulta para restauração na Flona Altamira

Proposta prevê investimentos de R$ 585 milhões em 40 anos com foco em recuperação ambiental, créditos de carbono e desenvolvimento local.

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) deu início à consulta pública da proposta de edital para concessão florestal na Floresta Nacional (Flona) de Altamira, localizada no estado do Pará. A iniciativa visa promover a restauração de áreas degradadas em duas unidades de manejo, permitindo a comercialização de créditos de carbono, além de produtos florestais madeireiros — provenientes da silvicultura de espécies nativas — e não madeireiros.

Com uma área total de 725 mil hectares que abrange os municípios de Altamira, Itaituba e Trairão, a unidade de conservação deve receber investimentos expressivos. A estimativa é de que o projeto movimente cerca de R$ 585 milhões em receitas e investimentos ao longo dos 40 anos de contrato, com a meta de evitar ou remover aproximadamente 10 milhões de toneladas de carbono da atmosfera no período.

Participação social e prazos

Como parte integrante do processo de escuta e aperfeiçoamento da proposta, o SFB realizará audiências públicas nos municípios diretamente impactados:

  • Itaituba: 23 de setembro
  • Altamira: 25 de setembro

O edital completo e seus anexos já podem ser consultados no portal oficial do órgão. As contribuições da sociedade civil, empresas e especialistas podem ser enviadas até o dia 30 de outubro de 2026 pelo e-mail [email protected].

Regras, monitoramento e destinação de recursos

A concorrência é aberta a empresas, cooperativas e associações locais, que podem participar isoladamente ou reunidas em consórcios, desde que cumpram as exigências de habilitação do edital.

Para assegurar o cumprimento das metas ambientais, a fiscalização da concessão combinará auditorias independentes com tecnologias de ponta, incluindo:

  • Monitoramento contínuo em campo;
  • Mapeamento com drones;
  • Sensoriamento remoto via tecnologia LIDAR (Light Detection and Ranging), capaz de gerar mapas tridimensionais da vegetação e do relevo por meio de pulsos de laser.

Os recursos arrecadados com o projeto serão distribuídos entre o SFB, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o governo do Estado do Pará, as prefeituras envolvidas e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), seguindo as diretrizes da Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei nº 11.284/2006).

Além dos repasses financeiros, a concessão prevê ações contínuas de proteção florestal, pesquisa aplicada, educação ambiental e fortalecimento das comunidades do entorno.

A estruturação do projeto conta com o apoio técnico e financeiro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Programação