Dusputas marcam segundo dia do Festival Cultura e Jogos Indígenas do Xingu em Altamira

A Arena de Jogos, na Orla do Cais, recebeu o público para as disputas da modalidade arco e flecha

Altamira viveu, nesta sexta-feira (18), o segundo dia do Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu. A Arena dos Jogos, armada na Orla do Cais, foi palco desde as primeiras horas da programação das competições, com destaque para o arco e flecha.

O público participou das disputadas dos representantes da 14 etnias nas modalidades que demonstrou muita precisão e técnica.

Homens e mulheres das aldeias demonstraram domínio sobre uma prática que transcende o esporte: é cultura viva, ensinamento passado de geração em geração.

O entusiasmo foi visível. A cada disparo certeiro, aplausos. Na fase eliminatória, classificaram-se para a final as etnias Arara Cachoeira Seca, Araweté e Krimei Xikrin (masculino), e Juruna e Kayapó Kararaô (feminino).

Em seguida, foi a vez do arremesso de lança ganhar a atenção do público. A competição, marcada por força e técnica, também teve suas classificações: no masculino, avançaram as etnias Araweté, Parakanã, Kayapó, Kuruaya e Krimei Xikrin. No feminino, os destaques foram Arara Laranjal, Araweté, Xipaya, Asurini e Xikrin Bacajá.

Além das provas de arco e flecha e arremesso de lança, a tradicional corrida de bastão também movimentou a Arena de Jogos e empolgou o público presente. A modalidade, que exige trabalho em equipe, agilidade e resistência, simboliza a união e o espírito coletivo das aldeias.

À medida que o sol se despedia do Xingu, a Orla do Cais se transformou em palco de conexão e emoção.

Grupos culturais de diferentes etnias compartilharam rituais, danças e cantos que narram histórias de pertencimento, espiritualidade e identidade.

Cada apresentação foi recebida com olhos atentos, câmeras erguidas e corações tocados. Uma noite em que a cultura falou alto, com orgulho e verdade.

E quando a lua já reinava sobre o rio, o palco principal vibrou em festa. O cantor Sam Bruno animou o público com um show cheio de energia e mensagens de valorização cultural.

Logo após, a DJ Aya encerrou a noite com um set eletrônico que reverenciou os sons da floresta, unindo tradição e modernidade em uma batida só.