Operação Pará Oeste mobiliza 526 agentes contra incêndios florestais
Força-tarefa atua no combate ao fogo, distribuição de suprimentos e monitora alerta meteorológico crítico na região

A "Operação Pará Oeste", força-tarefa interinstitucional coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ampliou para 526 o número de agentes federais mobilizados para o combate a incêndios florestais no Estado do Pará. As equipes estão em campo atuando prioritariamente em Unidades de Conservação, terras indígenas e assentamentos rurais.
Segundo balanço divulgado pelo Posto de Comando Unificado, instalado no município de Santarém, as ações já registraram avanços significativos: o fogo foi completamente extinto na comunidade Fortaleza, localizada em Mojuí dos Campos. Já na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, brigadistas abriram 4,5 quilômetros de aceiros — faixas de terra desprovidas de vegetação — para impedir que as chamas se alastrem entre as comunidades de São Jorge e São Benedito.
Suporte aéreo e reforço no efetivo
Para garantir o acesso a áreas de mata fechada e terrenos acidentados, a operação dispõe de uma infraestrutura composta por 35 veículos terrestres e 11 aeronaves — sendo cinco helicópteros e seis aviões agrícolas do modelo Air Tractor. A frota aérea acumula mais de 263 horas de voo, tendo lançado cerca de 459,3 mil litros de água sobre os focos de calor identificados na região.
O contingente recebeu recentemente o reforço de 43 novos brigadistas e 32 fiscais ambientais. Toda a logística e a segurança das equipes em campo contam com o apoio tático da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar do Pará (PMPA).
Alerta meteorológico e ajuda humanitária
O comando da operação emitiu um alerta meteorológico preocupante para os próximos dias na Calha Norte e na calha do Rio Amazonas. A previsão indica rajadas de vento acima de 30 km/h, temperaturas máximas oscilando entre 36 °C e 37 °C e umidade relativa do ar em níveis críticos de até 37%. O cenário mantém o risco de propagação e de novos focos de incêndio classificado de alto a muito alto.
Em Santarém, embora a qualidade do ar tenha apresentado melhora temporária para o nível "moderado", a concentração de partículas finas de poluição no ar permanece acima dos limites considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Paralelamente às ações de combate aos incêndios e fiscalização, a força-tarefa desempenha missões de ajuda humanitária. As equipes estão realizando a distribuição de cestas de alimentos para famílias de comunidades tradicionais que sofrem com os impactos severos da estiagem na Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre.
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