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Brasileiro de 22 anos morre em combate na guerra da Ucrânia

Ex-militar das Forças Armadas residiu no Pará e atuava em missão no território ucraniano quando foi atingido por disparos.

O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu na última sexta-feira (30) durante um confronto na guerra da Ucrânia. A confirmação do óbito foi divulgada neste sábado (31) por sua irmã, Beatriz Corrêa, por meio de publicações em suas redes sociais. Segundo relatos de pessoas próximas, o jovem foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto participava de uma operação em área de combate.

Hendrick passou parte da infância no município de Tucuruí, no sudeste do Pará, onde residiu no bairro Paravoá. Antes de embarcar para a Europa, ele serviu no 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, unidade do Exército Brasileiro sediada na cidade paraense. Após deixar o serviço militar no Brasil, o jovem viajou para a Ucrânia e passou por um período de treinamento antes de ser enviado para a frente de batalha.

Família aciona o Itamaraty e relata dificuldades

Diante da confirmação da morte, a família de Hendrick acionou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o consulado brasileiro para dar início aos procedimentos cabíveis. Contudo, os familiares relatam que ainda não tiveram acesso à documentação oficial nem conseguiram contato com o comando da equipe em que o jovem atuava, visto que a missão na qual ele participava não havia sido concluída.

"Como é muito recente, a gente não tem todas as respostas. Minha parte eu já fiz, de mandar toda a carta, toda a documentação, entrar em contato com pessoas que o Hendrick tinha passado", afirmou Beatriz.

Resgate do corpo é considerado improvável

A irmã do combatente explicou que a recuperação do corpo de Hendrick é tratada como quase impossível devido aos riscos da região em que ocorreu o confronto. Pessoas próximas que estão no país europeu orientaram a família de que uma incursão para resgate colocaria outras vidas em perigo imediato, dado que o local permanece sob intenso combate.

Diante do cenário, Beatriz fez um apelo público para que conhecidos e voluntários não viajem à Ucrânia com o intuito de tentar resgatar o corpo, reforçando o perigo das áreas de conflito e o momento de luto da família:

"Vocês estão arriscando a vida de vocês por algo que é praticamente fatal. Vocês têm noção de que a gente não tem nem a capacidade de fazer um belo velório para o meu irmão digno?", questionou.

Sem a perspectiva de recuperar o corpo ou realizar o traslado ao Brasil, a família agora busca obter os pertences pessoais de Hendrick — como documentos, certificados, medalhas e sua farda — para preservar sua memória e prestar-lhe homenagens. Até o momento, as circunstâncias exatas do confronto não foram detalhadas oficialmente pelas autoridades ucranianas ou brasileiras.